30.11.16

Informe General sobre unas Cuestiones de Interés para una Proyección Pública 
(1977) 
Pere Portabella 


Informe general II 
(2016), Pere Portabella 







29.11.16




"Passámos em Cadis, depois das barricadas de Dezembro, no momento das guerrilhas e da anarquia liberal. Muita gente morreu nas ruas da cidade, muitos homens tinham seguido nos partidos, e, disperso pelos montes, não haviam voltado ainda. Isto, que não influenciava materialmente a vida da cidade, tirava-lhe contudo alguma coisa do seu impaciente movimento. À noite, porém, as ruas alumiadas claramente, cheias de lojas e de luz, estão apinhadas de gente. As mulheres passam aos grupos, embrulhadas nos mantons, que são ainda o vestuário de Cadis, e às esquinas, imóveis com a lanterna na mão, os "serenos" vigiam.
A um canto de rua, numa casa grande e clara, surpreende-nos um quadro verdadeiramente espanhol: a um balcão alto, recortado, colorido, na abertura das cortinas escuras, molemente abertas sobre um fundo alumiado de sala, destacam-se três figuras femininas. São três mulheres vestidas de negro, conversando, tomando ar, olhando a rua. Nas atitudes, no vestuário, nos tons harmónicos de luz e de sombra, num certo mistério-ambiente, era certamente um quadro dos velhos costumes espanhóis do tempo de Isabel.."

Eça de Queiroz, 1869, in O Egipto e outros textos sobre o médio oriente

17.6.15

trabalho de casa...
















Trabalho de casa:

Reunir objectos, ou símbolos visuais e materiais, referentes a cada uma das várias vertentes ideológicas em jogo.
Por ex: anarquismo » (naturismo/sindicalismo/progresso/anti-progresso/conservadorismo/radicalismo/etc...);
falangismo » (modernidade/tradicionalismo/nacionalismo/anti-capitalismo/etc,etc...).
E por aí fora por todas as vertentes: socialistas, carlistas, trotskistas, monárquicos, etc...

Esses objectos, reunidos ao longo do filme, vão servir de adorno aos caretos, usando essas imagens e esses objectos nos fatos que irão criar. E vão circular em grupo, infernizando aqui e ali!!!
Como se se tornassem manifestações pagãs satélites das doutrinas centralistas, tendencialmente conservadoras e programáticas.

(ir acrescentando as coisas nesta publicação...)

7.6.15

Relatório 07 de junho 2015

A Sara gostava de usar coisas locais, coisas que não fossem assim (assuntos) megalómanos.. literatura, poesia...

Síntese: Últimas paixões ideológicas (argumento romântico).

A Sara lembra-se do escaravelho de Belchite, saindo dos escombros (já te mostrei essas filmagens? -não. Não? -não, só vi uns frames. ah...ficaram sobre-expostas..);
Fala sobre usar a vida dos bichos, brincar com uma certa fauna e uma certa paisagem.




O José torce o nariz,  diz que está um bocado farto de metáforas da bicharada. A Sara não percebe bem porquê, mas finge que aceita, porque é uma querida.

A guerra civil espanhola como um fantasma 'romântico'.

A Sara sugere a linha fronteiriça entre Portugal e Espanha (sem nunca usar a palavra fronteira) como paisagem para alimentar o filme. Paisagens, personagens situações. Apesar da fronteira não ter absolutamente interesse nenhum, é a linha simbólica onde nos podemos situar com alguma honestidade para falar sobre a 'Ibéria'. Dos assuntos da 'Ibéria'. Com a devida distância.

Vamos nos concentrar em coisas como ressonâncias de grandes eventos?
O José faz um olhar desconfiado e não responde (talvez venha a responder.....com um delayzinho)

Caminha, Cambedo, Couto Mixto, Miranda do douro, Freixo de Espada à Cinta, Badajoz, etc...

Queres ser actor neste filme, José?
sim.
..porque tinhas falado na questão da representação e..

O José acha que a representação é um bom filtro para outras questões. A Sara tem que concordar ( e começa a achar que o José não quer cá freakalhadas..)

Precisamos de um guião.
Vamos passar um mês a Cambedo da Raia? Vê aí casas para alugar em Cambedo...
 (está tudo maluco com os preços...!!)








31.5.15

James Watt and the sabbath stroll that created the industrial revolution

Two hundred and fifty years ago this month, a young Scottish engineer took a Sunday walk across Glasgow Green – and changed the world. Thanks to the idea dreamed up by James Watt that Sunday in May 1765, human beings became masters of power generation and so transformed our planet.
At the time, Watt was merely fixated with the problems posed by the primitive and inefficient steam engines that were then being used to pump water from mines, and had already made several futile attempts to improve them. Then, on his Sunday walk, the idea for a new device – which he later called the separate condenser – popped into his mind.
It was a notion that would have stunning consequences. The separate condenser changed the steam engine from a crude and inefficient machine into one that became the mainstay of the industrial revolution. Britain was transformed from an agricultural country into a nation of manufacturers.
Within a few decades of Watt’s breakthrough, networks of factories and mines, linked by railways, were spreading across the country, triggering a national frenzy for fossil fuels that has since become a global obsession. Steam power no longer dominates global industry but our reliance on fossil fuels such as coal, oil and gas still lingers – with growing impacts on the planet.

Indeed, the Nobel-prizewinning chemist Paul Crutzen now argues that the greenhouse gases produced by burning fossil fuels have brought about such profound changes that we must accept the world has entered a new epoch. He calls it the “anthropocene”.

31.8.14

Forte Txoritokieta






















Concerto do grupo punk "Absurdo" no Forte Txoritokieta, perto de Donostia, País Basco.
Construção Carlista abandonada do final do sec XIX...

Rota de antigas fortificações carlistas

blog de um caminheiro pedestre








11.8.14

península ibérica

1/15/14 at 4:55 PM 


Tudo isto se mistura com uma relação afectiva em geral.. que não sei explicar muito bem. (again estupada da identidade) Daí vem a península.. a perspectiva, a portugalidade, o facto de gostar do alentejo e continuar a gostar quando se passa a fronteira. Nem quero discutir fronteiras, ou quero, mas não com as cartilhas de sempre. Acho muita graça à relação das pessoas do porto, minho e trás-os-montes com os galegos, talvez seja naif, mas apercebo-me de tantas relações que são de pura empatia.. talvez porque se tratam como regiões e não como países. E o português que se fala na fronteira em trás-os-montes quase não se distingue do galegó-qualquercoisa que se fala pra lá da fronteira. Daí vinha também o interesse em Cambedo da Raia (2º post no blog), podemos falar disso depois. Bom, isto não é para questionar nada, mas é uma espécie de constrangimento por sentir que ali já não me pertence. Uma vez ouvi o frank zappa dizer que não era particularmente patriótico em relação aos estados unidos mas que lhes reconhecia uma vantagem quando comparando com a europa, porque sentia que naquela imensidão de território, podia chegar à outra ponta do continente e continuar a sentir-se em casa e que os franceses olham para os países vizinhos mesmo ao lado e dizem ide-vos foder, isto vale o que vale e é erróneo em parte (então quando começa a aparecer o méxico, esquece) mas pensei que havia de qualquer coisa de curioso na afirmação. Será mesmo a língua a puta da pátria??? Uma grande ibéria seria necessáriamente broken, sim. Mas quero aprofundar os majos e as majas, perceber o que quer o antónio sardinha e de que é feito o nacionalismo português, está-me a interessar a questão basca, nacionalismo fabricado e os bascos que se estão a cagar para españa e para euskadi e andam a patinar ali no meio. E por fim, apetece-me a música, a televisão e os livros e essas coisas na península. Criar legendas..

novela de Belchite

1/15/14 at 4:55 PM

Mas pensei numa novela para Belchite..  Belchite é a capitulação da revolução e da guerra, mesmo a final...  Tem um sub-texto incrível. Aquilo não interessava para nada, o que interessava era Zaragoza, mas o exército popular precisava de uma vitória fácil e rápida para consolidar a sua posição (militarizar as milícias e as colunas no seu regimento e acabar com a destabilização, foi o que na pequenez dos eventos se proporcionou...). Aqui entra faca e alguidar, sangue e lágrimas.. generais que não querem ser generais.. enfim...

CNT

o sentido de oportunidade
a institucionalização da estrutura
o pré nomes para as coisas - (playground antes)
o trabalho dos sindicatos
a hist. da cnt
a poética do falhanço


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1/15/14 at 4:55 PM

Eu acho que a cnt criou coisas muito interessantes, identifico-me. Só que a partir daqui queria inverter o exercício e lutar um pouco contra essa identificação, e é um caldo enorme.. aquilo cai tudo aos bocados.  Para começar, sendo uma estrutura anti-poder ganhou imenso poder... e teve que escolher: virar leninista (as in: aproveitar movimentos de base e criar chefias sólidas) ou agoniar com as suas próprias contradições. E foi que aconteceu: agoniou com as suas próprias contradições, porque não era possível outra maneira. O que isso representa para mim é uma fuga na história, é mesmo um gap. Tem um lado absoluto de inaptidão, essa bela palavra. No dia do levantamento, quando o golpe foi travado em Barcelona, o presidente da Generalitat chamou os chefes da cnt e disse: "meus amigos a cidade é vossa, vou bazar" e os gajos recusaram mandar naquilo, parece uma comédia de adolescentes que dizem para eles próprios "bem, nós não queriamos o poder, portanto, agora e quê?..." Claro que toda a pureza ideológica foi ao ar, mas foi de uma maneira disfuncial, bruta, cheia de discussões. Os milicianos não deixavam de disparar mas estavam sempre voltados para trás a opinar sobre a sua organização ...  É um caos. 

o estado do mundo

as revoltas de 1820's; 30's; 50's
comuna de Paris
internacionais
o mundo (outras revoluções)